Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que eu nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser…
Você... Você é tudo o que eu queria... Tudo o que anseio que a ilusão me dê... O meu sonho de amor de todo dia Que nos meus olhos úmidos se lê... Minha felicidade fugidia, O meu sonho é você...
- Eliane Alcantara
- Ela Nua é Linda-L.A.M
- Fellings and Dreams
- Lique...pt
- Linaldo...Zumbi..
- Oceanos e Desertos
- Mariza Lourenço
- Pretensos Colóquios
- Ser sómente mulher
- Sensualidade e Atualidade
- Sesmarias.Bugra.
- Tabua de Marés
- Voando pelo céu da boca
Antes de seres Só havia céu e vento E a vida era lisa e passava. Só o vento, feito brisa, me sussurrava O teu nome. E eu não o entendia. Porque era tempo de céu e vento, De vida lisa, dia a dia, Sem sonhos de terra E de pés para caminhar. Quando a meus olhos Sólido e concreto te tornaste, Quando de ti soube o nome E o tocar, Não mais a vida foi lisa Tempo breve. E sonhei caminhos e terra E corpo para chegar.
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O amor é a coisa mais alegre. O amor é a coisa mais triste. O amor é a coisa que mais quero. Aquilo que a memória amou fica eterno.
Adelia Prado
*
Saudade é o revés de um parto. Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu...
Chico Buarque
*
Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.
Jose Saramago
*
Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclípse...
A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação.
Carlos Drummond de Andrade
*
A vida é a arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida.
"...que não seja eterno, posto que é chama, mas, que seja imortal, infinito, enquanto dure..."
Vinícius de Morais
*
Caminhante, tuas pegadas são o caminho, nada mais. Caminhante, não há caminhos, faz-se o caminho ao andar.
Antônio Machado
*
O sábio espera tudo de si mesmo. O homem espera dos outros.
Confúcio
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Não se preocupe em entender! Viver ultrapassa todo entendimento.
Clarice Lispector
*
Cansei de ser moderno. quero ser eterno.
Picasso
*
O impossível é o possível que nunca foi tentado. Chega quem caminha!.
Charles Chaplin
*
Temos sentido muito pouca alegria. Este somente, é o nosso pecado original.
Nietzche
*
A única diferença entre um louco e eu, é que eu não sou louco.
Quando pinto, marulha o mar. Os outros chapinham na água da banheira.
O desejo de sobreviver e o medo perante a morte, são emoções próprias do artista.
As duas maiores felicidades que podem suceder a um pintor são: - ser espanhol, - chamar-se Dalí.
Salvador Dalí
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A alma é uma paisagem. As paisagens da alma não podem ser comunicadas. Quanto mais fundo entramos nas paisagens da alma, mais silenciosos ficamos.
A exuberância do conhecimento científico vai, frequentemente, lado a lado com uma total penúria de sabedoria.
Rubem Alves
*
"...e o fim de vossa viagem será chegar ao lugar de onde partimos. E conhecê-lo então pela primeira vez".
T. S. Eliot
Poema Do Menino Jesus
Fernando Pessoa
Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra. Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez menino, a correr e a rolar-se pela erva A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a ouvir-se de longe. Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra fingir-se de Segunda pessoa da Trindade. Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado na cruz que há no céu e serve de modelo às outras. Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro raio que apanhou. Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança bonita, de riso natural. Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece. Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares, e foge a chorar e a gritar dos cães. Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia. A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas. Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda. Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair no chão. Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios. Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo materno até Ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de perna pro ar, põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho, sorrindo para os meus sonhos. Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos teus para eu brincar.
Dois de fevereiro
Dorival Caymmi
Dia dois de fevereiro Dia de festa no mar Eu quero ser o primeiro Pra salvar Iemanjá Dia dois de fevereiro Dia de festa no mar Eu quero ser o primeiro Pra salvar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar Ela então me respondeu Que eu tivesse paciência de esperar O presente que eu mandei pra ela De cravos e rosas vingou Chegou, chegou, chegou Afinal que o dia dela chegou Chegou, chegou, chegou Afinal que o dia dela chegou
Quanto nome tem a Rainha do Mar? Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive? Onde ela mora?
Nas águas, Na loca de pedra, Num palácio encantado, No fundo do mar.
O que ela gosta? O que ela adora?
Perfume, Flor, espelho e pente Toda sorte de presente Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar? Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d'água, Odoyá!
Qual é seu dia, Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro Quando na beira da praia Eu vou me abençoar.
O que ela canta? Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita Chora quando fica aflita Se você chorar.
Quem é que já viu a Rainha do Mar? Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Pescador e marinheiro que escuta a sereia cantar é com o povo que é praiero que dona Iemanjá quer se casar.
Maria Bethânia
Quadras...
Vai alta a nuvem que passa. Vai alto
o meu pensamento Que é escravo da tua graça Como a nuvem o é do
vento.
*
As gaivotas, tantas, tantas, Voam no
rio que é o mar… Também sem querer encantas, Nem é preciso
voar.
*
Todos os dias que passam Sem passares
por aqui São dias em que só passa O estar a esperar-te a
ti.
*
Tenho um livrinho onde escrevo O que
me lembro de ti. Esse livro é o meu enlevo Ainda lá nada
escrevi.
*
Leve vem a onda breve Que se estende
a adormecer, Breve vem a onda leve Que nos ensina a
esquecer.
*
Tenho um segredo a dizer-te Que não
te posso dizer. E com isto já t’o disse Estavas farta de o
saber…
*
Compreender um ao outro É um jogo
complicado, Pois não sabe quem engana Se não estará
enganado.
*
Quando compões o cabelo Com a tua mão
distraída, Fazes-me um novelo No pensamento da vida.
*
Teus olhos de quem fita – Vagueiam,
‘stão na distância. Se não fosses tão bonita Isso não tinha
importância.
*
Toda a noite, toda a noite, Toda a
noite sem pensar… Toda a noite sem dormir E sem tudo isso
acabar…
*
Tenho uma pena que escreve Aquilo
que eu sempre sinta. Se é mentira, escreve leve. Se é verdade, não tem
tinta.
*
Teus olhos poisam no chão Para não me
olhar de frente. Tens vontade de sorrir Ou de rir? É tão diferente.
Fernando Pessoa
Oração a São Expedito
Meu Santo Expedito das causas justas
e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me
nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo
guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos
desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me,
Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu
Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que
possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência.
Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto
de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé.
Muito obrigado.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e
fazer o sinal da cruz)
Reencontro
Sem procurar te encontrei, sem procurar me encontraste, estava escrito no céu, que um dia tu e eu, seríamos duas estrelas debaixo do mesmo véu. Um véu pintado por anjos, com querubins e arcanjos, com asas da côr do mar, estava escrito no céu, que um dia tu e eu, nos íamos reencontrar. Reencontro de almas gémeas, separadas pelo tempo, por este espaço infinito, que o vento com o seu soprar, foi levando devagar, a este mar tão bonito.
Maria Madalena (Meu Céu de Algodão Doce)
Meu nome é Maria e eu sou feita de mar. Meu elemento é água. Meu gosto é de sal. Atravesso alterações feito marés. Sei ser lenta e acalantadora como sei ser furiosa e invasora, humores de mar. Meu cheiro é maresia. Tenho conchas nos cabelos e no vestido. Branco e longuíssimo feito de areias do mar. Fico bem de verde, assim como todo verde soma-se bem na paisagem de mar. Gosto de azul e minha pedra é a esmeralda. A cor dos olhos de dentro do grande mar. Azul meio verde. Azul que é de céu. Olho o tempo todo pro céu que é caminho do mar. Digo Boa-noite às estrelas mas tenho ciúmes por saber que é com elas que ele vai se deitar. Fico mais louca na lua cheia, loucura que avança pelo alto mar. Vertigens me habitam como os peixes que nadam em seus interiores de mar. Sou calma quando é o mar quem vem me acalmar. Não sou inspiradora, mas no mar respiro a essência das inspirações. Quando chove invade-me a melancolia, chuva que faz do mar um manto de cinza saudoso de seu par. Quando faz sol, oscilo, oscilação que é o teu movimento e caminhar. A quem você não faz sorrir, mar? Não sou boa de sorrisos, mas descobri que posso sorrir calada sem nada falar. O mar ensina. Eu aprendo devagar. Tento. Todo caminho que eu traço, é caminho pros braços do mar. Se balanço, é por medo de não te alcançar. Eu tenho um laço bem dado com esse gigante que é mar, e é pra lá que eu sigo, porque como eu, só ele sabe esperar. Meu nome é Maria e sou feita de mar, é nas tuas águas profundas que me sinto capaz de amar.
Be Lins (Uma estrela na mão)
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Florbela Espanca - LaLi
LaLi...mulher...poema
Terra e Mar Musicas
por LaLi
para vc...EU querido
Espero
Espero sempre por ti o dia inteiro, Quando na praia sobe, de cinza e oiro, O nevoeiro E há em todas as coisas o agoiro De uma fantástica vinda.
Sophia de M.B. Andresen
“Dia 2 de fevereiro - dia de festa no mar”, segundo a música do compositor baiano Dorival Caymi. É o dia em que todos vão deixar os seus presentes nos balaios organizados pelos pescadores do bairro do Rio Vermelho junto com muitas mães de santo de terreiros de Salvador, ao lado da Casa do Peso, dentro da qual há um peji de Yemanjá e uma pequena fonte. Na frente da casa, uma escultura de sereia representando a Mãe d´Água baiana, Yemanjá. Desde cedo formam-se filas para entregar presentes, flores, dinheiro e cartinhas com pedidos, para serem levados à tarde nos balaios que serão jogados em alto mar. É única grande festa religiosa baiana que não tem origem no catolicismo e sim no candomblé. (Dia 2 de fevereiro é dia de N.Sra. das Candeias, na liturgia católica, e esta Nossa Senhora é mais freqüentemente paralelizada com Oxum, a vaidosa deusa das águas doces). Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta (AMADO,1956;137) Dois de fevereiro é - oficiosamente - feriado na Bahia. É considerada a mais importante das festas dedicadas a Yemanjá, embora Silva Campos narre que antigamente a mais pomposa festa a ela dedicada era a efetuada no terceiro domingo de dezembro, em Itapagipe, em frente ao arrasado forte de São Bartolomeu (SILVA CAMPOS, 1930;415). Odorico TAVARES (1961;56) narra que, nos outros tempos, os senhores deixaram seus escravos uma folga de quinze dias para festejarem a sua rainha em frente ao antigo forte de São Bartolomeu em Itapagipe. QUERINO (1955;126/7) confirma ser na 3a dominga de dezembro a festa comemorada em frente ao antigo forte de S.Bartolomeu, hoje demolido, “à qual compareciam para mais de 2.000 africanos”. Tio Ataré era o pai de santo residente na rua do Bispo, em Itapagipe, que comandava os festejos. Reuniam os presentes em uma grande talha ou pote de barro que depois era atirada ao mar. A festa durava quinze dias, durante os quais não faltavam batuques e comidas típicas baianas, com azeite de dendê. Hoje a festa do Rio Vermelho dura só o dia 2, prolongando-se pelo fim de semana seguinte, quando próximo. SILVA CAMPOS conta também uma lenda de que no Rio Vermelho havia uma rendosa armação de pesca de xaréu sendo bastante abundante tal peixe alí. Certa feita, veio junto com eles na rede, uma sereia. O proprietário do aparelho, querendo viver em paz com a gente debaixo d´água fê-la soltar imediatamente. Anos depois, sendo outro o dono da armação, novamente caiu uma sereia na rede e eles resolveram pegá-la e levá-la, carregada por dois pescadores, para assistir missa na igreja do povoado (não se sabe se na de Santana ou na extinta capela de São Gonçalo). Ela ficou o tempo todo chorosa e envergonhada; terminada a cerimônia soltaram-na à beira-mar. Desde esse dia nunca mais se pegou um xaréu que fosse nas águas do porto de Santana do Rio Vermelho, apesar dos pescadores anualmente levarem oferendas à Mãe d´Água (SILVA CAMPOS, 1930;417). O pintor Licídio Lopes, morador antigo do Rio Vermelho, conta em suas memórias que era “entre a praia do Canzuá e a da Paciência, por cima das pedras” que “havia uma gruta muito grande que os antigos diziam que era a casa da Sereia ou Mãe d´Água, porém ela não morava mais ali e a gruta estava abandonada” Esta gruta foi destruída por uma pedreira, na década de 20 do século XX, mas permaneceu a pedra da Sereia; na gruta e nesta pedra é que se botavam presentes para a Mãe d´Água ou sereia. Agora que não existe mais a gruta, botam presentes em todas as praias, e se dá preferência à maré enchendo ou cheia. Conta ainda que o grande presente para Iemanjá, no dia 2 de fevereiro, é uma idéia que não veio das seitas de candomblé, mas de um pescador, querendo reviver a festa do Rio Vermelho, já que a de Santana estava ficando menos concorrida. Decidiram dar um presente à Mãe d´Àgua no dia 2 de fevereiro. Pescadores e peixeiros se reuniram para organizar a festa que começava com uma missa na igreja de Santana de manhã e à tarde botavam o presente para a Rainha do Mar; houve problema com um padre que não gostou que se misturasse missa com presente para uma sereia e eles resolveram não celebrar mais missa e apenas botar o presente à tarde para Iemanjá. Mas como ocorressem algumas dificuldades e imprevistos, alguém lembrou que essa obrigação era feita na África, onde Iemanjá é mãe de todos os orixás. Como no Rio Vermelho não existisse na ocasião algum terreiro, foram procurar em outros bairros uma casa que se encarregasse das obrigações para dar o presente. A mãe de santo Júlia Bugan, que tinha casa de Candomblé na Língua de Vaca, perto do Gantois, foi quem orientou, dando uma nota para comprarem tudo o que era preciso. Fez os trabalhos e preceitos, colocou na talha que pedira e dentro do balaio, enfeitou com muitas fitas e flores e mandou-o para a casinha de pescadores no dia 2 de manhã. A partir de então continuaram fazendo sempre este preceito para tudo correr bem Em 1988, 89 e 90 o preceito foi realizado por Waldelice Maria dos Santos, do Engenho Velho da Federação (SANTOS,1990;28 e 34) A partir de 1967 o Departamento de Turismo passou a ajudar. Em 1969 foi feito o pedestal junto à casa dos pescadores e colocada a estátua de uma sereia feita por Manuel Bonfim. (LOPES,1984;58/9 e 61). No largo de Santana e cercanias armam-se muitas barracas, onde o devoto, depois de depositar sua oferenda, pode ficar tomando uma bebida, degustando as típicas e tradicionais comidas baianas, beliscando aperitivos e revendo os conhecidos e amigos, que sempre aparecem neste dia por lá. Às 4 da tarde é que saem os barcos que levam os balaios cheios de oferendas a serem lançados em alto mar. Quando as embarcações voltam para a terra os acompanhantes não olham para trás, que faz mal. Diz a lenda, que os presentes que Yemanjá aceita ficam com ela no fundo do mar, e os que ela não aceita são devolvidos à praia pela maré, à noite e no dia seguinte, para delícia dos meninos, que vão catar nas praias os presentes não recebidos por ela. AMADO (1956;136) conta que se Iemanjá aceitar a oferta dos filhos marinheiros é que o ano será bom para as pescarias, o mar será bonançoso e os ventos ajudarão aos saveiros; se ela o recusar,... ah! as tempestades se soltarão, os ventos romperão as velas dos barcos, o mar será inimigo dos homens e os cadáveres dos afogados boiarão em busca da terra de Aiocá. Odorico TAVARES conta uma lenda iorubana que diz que quando Orungan, filho de Iemanjá, apaixonado pela mãe, tentou violentá-la, ela o repudiou e saiu correndo pelos campos, com o incestuoso ao seu alcance. Num dado momento ela caiu e seu corpo começou a crescer; dos seus seios saíram dois rios e seu ventre despedaçou-se dando origem a quinze orixás que regem os vegetais, o trovão, o ferro, a guerra, o mar, os lagos, rios africanos, a agricultura, os caçadores, os montes, as riquezas, a varíola, o sol e a lua (TAVARES,1961;53/4). CACCIATORE (1977;267) os nomeia, não na mesma ordem: Dadá, Xangô, Ogun, Olokun, Oloxá, Oyá, Oxum, Obá, Okô, Okê, Xampanã, Oxossi, Ajê Xalugá, Orun (sol) e Oxupá (lua). No Brasil Yemanjá é orixá do mar e considerada mãe de todos os orixás de origem iorubá (os de origem daomeana - Omolu, Oxumaré e às vezes Exu - são tidos como filhos de Nanã). VERGER (1987;50) narra a lenda africana de Yemanjá que era filha de Olokum, a deusa do mar. Casou-se, em Ifé, com Olofim-Odudua., com quem teve dez filhos que se tornaram orixás. De tanto amamentar os filhos, seus seios se tornaram imensos. Cansada da estadia em Ifé, fugiu para o oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte desta cidade vivia Okere, rei de Xaki, que desejou desposá-la. Ela concordou, com a condição de que ele nunca ridicularizasse o tamanho de seus seios. Ele assentiu e sempre a tratava com consideração e respeito, mas um dia, voltando bêbado para casa, gritou para ela: “você com seus seios compridos e balouçantes! você com seus seios grandes e trêmulos!”. Yemanjá, ofendida, fugiu em disparada. Antes de seu primeiro casamento Yemanjá recebera de Olokum, sua mãe, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, “nunca se sabe o que pode acontecer amanhã”; em caso de necessidade Yemanjá deveria quebrar a garrafa, jogando-a no chão. Em sua fuga, Yemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se, e dela nasceu um rio cujas águas levaram Yemanjá em direção ao mar, residência de sua mãe. Okere, contrariado, quis impedir a fuga de sua mulher e foi-lhe ao encalço. Para barrar-lhe o caminho transformou-se em uma colina, ainda hoje chamada Okere. Não conseguindo passar, Yemanjá chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Ele pediu uma oferenda e, recebida, disse-lhe que no dia seguinte ela encontraria por onde passar. Nesse dia Xangô desfez os nós que prendiam as amarras das chuvas e as nuvens começaram a se reunir; Xangô então lançou seu raio sobre a colina Okere, ela abriu-se em duas, e as águas do rio de Yemanjá atravessaram a colina e a levaram até o mar, onde ela resolveu ficar e não voltar mais à terra. Yemanjá é festejada em muitos locais na Bahia. Vive e é festejada na Ribeira, em Plataforma; na península de Humaitá, onde fica a igrejinha de Montserrate; na Gameleira, na ilha de Itaparica; no Rio Vermelho, frente à igreja de Santana, e em muitos outros lugares conhecidos pelos seus filhos e filhas de santo, que vão aí oferecer seus presentes e fazer suas obrigações.
Antonietta de Aguiar Nunes **Historiógrafa do Arquivo Público do Estado e Professora Assistente de História da Educação na FACED/UFBa
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Louvação a Oxum
Roberto Mendes Ordep Serra
Kerêô declaro aos de casa que estou chegando Quem sabe venha buscar-me em festa Orarei a Oxum Que adoro Oxum, sei que sim Xinguinxi comigo Oxum que me cura com água fresca Sem gota de sangue Dona do oculto, a que sabe e cala No puro frescor de sua morada Oh! Minha mãe, rainha dos rios Água que faz crescer as crianças Dona da brisa de lagos Corpo divino sem osso nem sangue Orarei a Oxum Que adoro Oxum, sei que sim Xinguinxi comigo Eu saúdo quem rompe na guerra Senhora das águas que correm caladas Oxum das águas de todo som Água da aurora no mar agora Bela mãe da grinalda de flores Alegria da minha manhã Orarei a Oxum Que adoro Oxum, sei que sim Xinguinxi comigo Ipondá que se oculta no escuro De longe me chega a cintilação dos seus cílios Oxum é água que aparta a morte Oxum melhora a cabeça ruim
A yê yê orarei! Bendita onda que inunda a casa do traidor Orarei a Oxum Que adoro Oxum, sei que sim Xinguinxi comigo Oxum que eu bendigo na boca do dia Oxum que eu adoro Rica de dons Riqueza dos rios Oxum que chamei Que não chamei Adê-okô Senhora das águas
O filho ou filha de Oxum, a Rainha da Água doce, dona dos rios e das cachoeiras, carrega todo o tipo de Iemanjá. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda (pelo Amalá). A diferença maior é a vaidade. Filho de Oxum ama espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias caras, ouro, é impecável no trajar e não se exibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta e a mulher do cabelo e da pintura. Normalmente tem uma facilidade muito grande para o choro. É muito sensível a qualquer emoção. Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social". Seu maior defeito é o ciúme.
COR Amarelo
AMALÁ 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral canjica branca, fitas amarelo claro e branca Local de Entrega: Ao lado de uma cascata
ERVAS Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro. Manjericona, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calendula
Dia de Comemoração: 8 de Dezembro
Outra versão...Oxum...
OXUM
Vaidosa e dengosa, Oxum é a mais bela das orixás. Adora se arrumar, toda a hora admira a própria beleza diante do espelho, não é para menos. Elegante e graciosa, ela usa esses artifícios para conseguir o que quer. Está sempre cercada de admiradores, que resolvem todos os seus problemas. Doce e meiga, Oxum também pode ser preguiçosa, indecisa e superficial, o que acaba se tornando uma virtude. Não interfere na vida de ninguém e adora crianças. É símbolo da maternidade e da gestação, protege as mulheres grávidas e seus bebês. Essa Oxum maternal, no entanto, contrapõe-se à Oxum sedutora, que age com falsidade para atingir seus objetivos, principalmente no amor. Identificada com a deusa do amor, curte o luxo e riqueza, mais os prazeres da mesa, sua palavra-chave é o valor. Como ninguém, ela sabe esconder seu lado negativo, passa só a imagem de mulher maternal e agradável, amada por todos. Elemento: Água. Dia: sábado. Cor: amarelo. Signo: Touro.
***
Oração à Nossa Senhora da Conceição Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e imaculada Conceição pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus alcançai-me de vosso amado filho e humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza do coração, de corpo e alma, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Assim seja! Amém.
***
Oração à Oxum
Dourada é a tua de luz assim como o ouro que te pertence. Derrama a tua pureza cristalina, Orixá das águas doces. Não permitas que neblina alguma obscureça o meu desejo mais profundo, Que é conseguir amor mais verdadeiro, seguro, eterno e duradouro. Estás presente nas cachoeiras, que são sagradas por si só. Portanto, faze com que se apague todo sentimento se eu sofrer. Não verterei nenhuma lágrima por aqueles que não me correspondem no amor. Não sofrerei por ninguém que, com mentiras, me faltar com o respeito, Porque não permitirás que frieza, inveja ou ciúmes me traiam. És doce, protetora, suave e vaidosa, feminina e sedutora. Ó mãe Oxum! Dá-me o teu axé, dá-me a tua força, dá-me a alquimia como o néctar mais sublime, para eu saber como respeitar e venerar. No mel está o teu segredo, que eu saberei utilizar.
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Procelária
Sophia de Mello Breyner Andresen
“É vista quando há vento e grande vaga Ela faz o ninho no rolar da fúria E voa firma e certa como bala.
As suas asas empresta à tempestade Quando os leões do mar rugem nas grutas Sobre os abismos passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais Mas faz da insegurança sua força E do risco de morrer seu alimento
Por isso me parece imagem justa Para quem vive e canta no mau tempo”
Procelária: uma ave, uma mulher, ou todas as mulheres que vivem e cantam no mau tempo.
A história de Iansã Oiá.
Iansã Oiá tinha um pai adotivo e vivia com ele na mata. Ele era o maior de todos os caçadores. Um dia, morreu e deixou Oiá muito triste. Ela decidiu que queria fazer uma homenagem para o pai. Embrulhou seus pertences de caça num pano, preparou suas iguarias favoritas. E dançou e cantou por sete dias, espalhando seu vento por toda parte e fazendo vir todos os caçadores da terra. Na sétima noite, embrenhou-se na mata e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de seu pai.Olorum , que sempre vê tudo, ficou comovido. Fez da jovem Iansã guia dos mortos no caminho sagrado, Orum Aiê e mãe dos espaços dos espíritos . Fez de seu pai, Odulecê , um orixá. E do gesto de Oiá, o ritual ao qual todos os mortos tem direito: comidas, cantos, danças e um espaço sagrado… Iansã teve muitos homens e de cada um ganhou uma coisa importante:
De Ogum , o ferreiro divino, ganhou nove filhos e o direito de usar a espada para defender-se e defender os outros De Oxaguiã , o jovem construtor, ganhou um escudo para proteger-se dos inimigos De Exu, o mensageiro, ganhou o direito de usar a magia e o poder do fogo para realizar desejos De Oxóssi, o caçador, ganhou o saber da caça para alimentar seus filhos De Logun Edé , o senhor das matas, ganhou o direito de tirar das cachoeiras os frutos dágua para seus filhos Com Xangô , o juiz, viveu o resto da vida e ganhou dele o poder do encantamento, o posto da justiça e o domínio dos raios. Um dia, houve uma festa, todos os orixás estavam presentes.Omulu-Obaluaê , o temido orixá das doenças, chegou vestido de palha. Ninguém o reconheceu e nenhuma mulher quis dançar com ele. Mas eis que de repente, Oiá-Iansã entra na roda e atrave-se a dançar com o Senhor da Terra. E tanto girava que levantou o vento, e o vento descobriu a palha de Omulu . Todos puderam ver o quanto ele era belo. E o reverenciaram. Ele ficou tão grato que fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos.(Oiá Igbalé, a condutora dos eguns, os espíritos dos mortos). E ela dançou de alegria a sua dança que convoca o vento.
As filhas de Iansã devem ser assim, apaixonadas, amantes dos temporais, amazonas de ventanias…
Texto de Adília Belotti, jornalista e editora do iG.
beijos meus, são seus...
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Terra e Mar Musicas
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Cada criança que chega ao nosso mundo nos diz:"Deus ainda espera alguma coisa dos homens"
Tagore
"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais, e nesse dia, todo o crime cometido contra um animal, será um crime contra a humanidade."
Leonardo da Vinci
O canteiro está molhado
O canteiro está molhado. Trarei flores do canteiro, Para cobrir o teu sono. Dorme, dorme, a chuva desce, Molha as flores do canteiro. Noite molhada de chuva, Sem vento, nem ventania, Noite de mar e lembranças...
Cecília Meireles
Noites de Mar
Mar que encontro de encontro a mim Mar selvagem que cheira a carmim Volúvel e solto como a alma em meu ser... prisioneiro divino do meu viver Mar de Magia do vento, da noite Mar dos Olhos dos meus sonhos, a fonte Mar de beleza quimera e cetim Mar que encontro de encontro a mim
Maria Figueiredo-Seia
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beijos...meu EU.
por LaLi
...minha casa...meu EU .
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo quem me bote
Pra sair daqui
Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu achego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?!
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo quem me bote
Pra sair daqui (Cèu)
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"Te amar: é mais que um verbo
é a minha lei, e é por ti que
o repito no meu canto: te amei,
te amava, te amo e te amarei!"
J. G. de Araujo Jorge
Despertar
É um pássaro, é uma rosa,
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa,
canto na ave, água no mar.
Eugénio de Andrade
Lá no centro do mar, lá nos confins
onde nascem os ventos, onde o sol
sobre as águas doiradas se demora;
Lá no espaço das fontes e verduras,
dos brandos animais, da terra virgem,
onde cantam as aves naturais:
Meu amor, minha ilha descoberta,
é de longe, da vida naufragada,
que descanso nas praias do teu ventre,
enquanto lentamente as mãos do vento,
ao passar sobre o peito e as colinas,
erguem ondas de fogo em movimento.
José Saramago
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(tu és o meu destino, meu doce) e carrego o teu coração (carrego-o em meu coração)
E. E. Cummings
“Tenho um amor fresco e com gosto de chuva e raios e urgências. Tenho um amor que me veio pronto, assim, água que caiu de repente, nuvem que não passa. Me escorrem desejos pelo rosto pelo corpo. Um amor susto. Um amor raio trovão fazendo barulho. Me bagunça. E chove em mim todos os dias.”
Caio Fernando Abreu
Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que eu nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser… .
Clarice Lispector
"Não há em mim inquietudes ou desassossegos restantes. Fez-se silêncio em minha alma para que o bater de asas do meu sonho pudesse retumbar para além de mim. Fecha teus olhos e me busca. Ouves teu peito? Sou eu..."
Patricia Antoniete
"Amor pra mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade dele existir ao meu lado do jeito que ele é."
Adélia Prado
E quando você estava triste eu no máximo te abraçava Eu... eu nunca disse nada e você sempre considerava ser a melhor palavra que recebia.
Vanessa Leonardi
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E mesmo que meus passos sejam falsos, mesmo que os meus caminhos sejam errados, mesmo que meu jeito de levar a vida incomode, eu sei quem sou... E sei pelo que devo lutar, e se você acha que meu orgulho é grande, é porque nunca viu o tamanho da minha FÉ!
Tião Carreiro
Fita os meus olhos Vê como eles falam Vê como reparam o seu proceder Não é preciso dizer deve compreender Até mesmo notar só no meu olhar Não abuses por eu te confessar Que nascestes só para eu te amar Gosto tanto tanto de você Que os meus olhos falam o que não vê Ainda há de chegar o dia Que eu hei de ter tanta alegria Quando você souber compreender Num olhar o que eu quero dizer
Cartola
"Todo sentimento precisa de um passado para existir. O amor não. Ele cria como que por encanto o passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que há pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica."
Benjamim Constant
"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
Caio F. Abreu
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beijos...meu EU.
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Mário Quintana
...eu me lembro de vc, dias assim ... dias de chuvas... dias de sol... e o que sinto, não sei dizer...
Renato Russo
...depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim é cada vez mais essencial e verdadeiro".
Caio Fernando Abreu
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...meu Mar...fica bem.
.
O mar cabe na cama de amar
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar,
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar
Carlos Drummond de Andrade
.
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Eu queria um jázinho que fosse
já não é hoje?
não é aquioje?
já foi ontem?
será amanhã?
já quandonde foi?
quandonde será?
eu queria um jázinho que fosse
aquijá
tuoje aquijá.
Alexandre O'Neil
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... .
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O beijo da quilha na boca da água
O beijo da quilha
na boca da água
me vai trocando entre céu e mar,
o azul de outro azul,
enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
de minha própria origem
e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma
Se chorasse, agora,
o mar inteiro
me entraria pelos olhos.
Mia Couto
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onde estou ...
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