Cantinho da Laranja Lima



Mas o coração bate.
O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser…

Clarice Lispector

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Você...
Você é tudo o que eu queria...
Tudo o que anseio que a ilusão me dê...
O meu sonho de amor de todo dia
Que nos meus olhos úmidos se lê...
Minha felicidade fugidia,
O meu sonho é você...

Saramago

Mergulhe no meio das coisas, suje as mãos, caia de joelhos e só então procure alcançar as estrelas.

John L. Curcio

Salve meu Pai Oxalá. Senhor do branco, Pai da luz. Senhor absoluto do universo, toda criação te saúda... êpa babá, Pai da misericórdia. Daí-me, Senhor , a paz, o vigor e o rumo dos meus caminhos. Oxalá, meu Senhor, faz minha casa feliz e daí-me as bênçãos da propriedade. Obrigado meu Deus, meu Senhor, meu Pai. ÊPA BABÁ!

Quanto a mim tenho que lhes dizer que as estrelas são os olhos de Deus vigiando para que tudo corra bem.
Para sempre. E, como se sabe, para sempre não acaba nunca.

Clarice Lispector

Ensinarás a voar…
mas não voarás
o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
mas não sonharão
o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não viverão
a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão
a tua canção.
Ensinarás a pensar
mas não pensarão
como tu.
Porém,saberás que cada
vez que voem,
sonhem,vivam, cantem
e pensem…
estará a semente
do caminho
ensinado e aprendido.

Madre Teresa de Calcutá

Lembrete

Sempre estremeço ante a poesia.
A amendoeira, os pássaros, o bosquezinho onde você está, as flores que você não vê, a janela aberta sobre a qual eu me debruço
e sonho que você está encostado em meu ombro, as vezes em que sua fotografia parece triste.
Mas quero escrever, sobretudo eu quero escrever uma espécie de longa elegia para você.
Talvez não em poesia. Nem em prosa, talvez.
Quase com certeza num tipo de prosa especial.
E, por fim, quero manter caderno de notas para ser publicado algum dia. Só isso. Nem novelas, nem histórias de problemas, nada que não seja simples e transparente. KM

A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.

Caio Fernando Abreu

E trancafiamos em algum porão, tanto a nossa essência como as lentes do Amor que nos fazem compreender o outro além de um sorriso ensaiado.

Gabriel Chalita

Construo a tua boca sem palavras,
Construo esse silêncio em que me prendo,
Desenho a tua fronte nas estrelas.

João Rui de Souza

Amor é ver-te chegar num eco de ave e deixar que me prendas com o teu gesto mais suave, sentir-te só, ao pé de mim e sentir-me tão só, longe de ti...

Nuno Júdice

Aquele que amo
Disse-me
Que precisa de mim.
Por isso
Cuido de mim.
Olho meu caminho
E receio ser morta
Por uma só gota de chuva.

Bertold Brecht

... Então, de todo Amor não terminado seremos pagos
Em inumeráveis noites de estrelas.

Maiakovski

Hei de
saber o
Amor à
tua maneira.
Me queimo
em sonhos,
tocando
estrelas.


Hilda Hilst

É o Amor que enfeita a Natureza com seus ricos tapetes. Ele se enfeita e fixa sua morada onde encontra flores e perfumes. É ainda o amor que dá a paz aos homens, a calma ao mar, o silêncio aos ventos e o descanso à dor. Platão

Tudo está ligado, como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
O que acontece à Terra recai sobre os filhos da Terra.
Não foi o homem que teceu a trama da vida.
Ele é só um fio dentro dela.
Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo.

Chefe Seattle (1856)

Ave da Esperança

Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.

Miguel Torga


Só peço a Deus

Só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a seca morte não me encontre
Vazio e só sem haver feito o suficiente.

Só peço a Deus
Que o injusto não me seja indiferente
Que não me esbofeteiem a outra face
Depois que uma garra me arranhou esta sorte.

Só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência das pessoas.

Só peço a Deus
Que o engano não me seja indiferente
Se um traidor pode mais que uns tantos
Esses tantos não esqueçam facilmente.

Só peço a Deus
Que o futuro não seja indiferente
Desesperançoso estão que tem que marchar
A viver uma cultura diferente.

Só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência das pessoas.

Leon Gieco

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- Tabua de Marés
- Voando pelo céu da boca

Antes de seres
Só havia céu e vento
E a vida era lisa e passava.
Só o vento, feito brisa, me sussurrava
O teu nome.
E eu não o entendia.
Porque era tempo de céu e vento,
De vida lisa, dia a dia,
Sem sonhos de terra
E de pés para caminhar.
Quando a meus olhos
Sólido e concreto te tornaste,
Quando de ti soube o nome
E o tocar,
Não mais a vida foi lisa
Tempo breve.
E sonhei caminhos e terra
E corpo para chegar.

Encandescente

O amor é a coisa mais alegre.
O amor é a coisa mais triste.
O amor é a coisa que mais quero.
Aquilo que a memória amou fica eterno.

Adelia Prado

*

Saudade é o revés de um parto. Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu...

Chico Buarque

*

Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter,
ter deve ser a pior maneira de gostar.

Jose Saramago

*

Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclípse...

A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação.

Carlos Drummond de Andrade

*

A vida é a arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida.

"...que não seja eterno, posto que é chama,
mas, que seja imortal, infinito, enquanto dure..."

Vinícius de Morais

*

Caminhante, tuas pegadas
são o caminho, nada mais.
Caminhante, não há caminhos,
faz-se o caminho ao andar.

Antônio Machado

*

O sábio espera tudo de si mesmo. O homem espera dos outros.

Confúcio

*

Não se preocupe em entender! Viver ultrapassa todo entendimento.

Clarice Lispector

*

Cansei de ser moderno. quero ser eterno.

Picasso

*

O impossível é o possível que nunca foi tentado. Chega quem caminha!.

Charles Chaplin

*

Temos sentido muito pouca alegria. Este somente, é o nosso pecado original.

Nietzche

*

A única diferença entre um louco e eu, é que eu não sou louco.

Quando pinto, marulha o mar. Os outros chapinham na água da banheira.

O desejo de sobreviver e o medo perante a morte, são emoções próprias do artista.

As duas maiores felicidades que podem suceder a um pintor são:
- ser espanhol,
- chamar-se Dalí.

Salvador Dalí

*

A alma é uma paisagem. As paisagens da alma não podem ser comunicadas. Quanto mais fundo entramos nas paisagens da alma, mais silenciosos ficamos.

A exuberância do conhecimento científico vai, frequentemente, lado a lado com uma total penúria de sabedoria.

Rubem Alves

*

"...e o fim de vossa viagem será chegar ao lugar de onde
partimos. E conhecê-lo então pela primeira vez".

T. S. Eliot

Poema Do Menino Jesus

Fernando Pessoa

Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como
uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva
A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a
ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra
fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo
andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e
roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que
Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou
eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele
criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado
na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro
raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças
d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,
e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha
graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as
bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de perna pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos teus para eu
brincar.

Dois de fevereiro

Dorival Caymmi

Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá

Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou

Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

Qual é seu dia,
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar.

Maria Bethânia

Quadras...

Vai alta a nuvem que passa.
Vai alto o meu pensamento
Que é escravo da tua graça
Como a nuvem o é do vento.

*

As gaivotas, tantas, tantas,
Voam no rio que é o mar…
Também sem querer encantas,
Nem é preciso voar.

*

Todos os dias que passam
Sem passares por aqui
São dias em que só passa
O estar a esperar-te a ti.

*

Tenho um livrinho onde escrevo
O que me lembro de ti.
Esse livro é o meu enlevo
Ainda lá nada escrevi.

*

Leve vem a onda breve
Que se estende a adormecer,
Breve vem a onda leve
Que nos ensina a esquecer.

*

Tenho um segredo a dizer-te
Que não te posso dizer.
E com isto já t’o disse
Estavas farta de o saber…

*

Compreender um ao outro
É um jogo complicado,
Pois não sabe quem engana
Se não estará enganado.

*

Quando compões o cabelo
Com a tua mão distraída,
Fazes-me um novelo
No pensamento da vida.

*

Teus olhos de quem fita –
Vagueiam, ‘stão na distância.
Se não fosses tão bonita
Isso não tinha importância.

*

Toda a noite, toda a noite,
Toda a noite sem pensar…
Toda a noite sem dormir
E sem tudo isso acabar…

*

Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem tinta.

*

Teus olhos poisam no chão
Para não me olhar de frente.
Tens vontade de sorrir
Ou de rir? É tão diferente.

Fernando Pessoa

Oração a São Expedito

Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé.

Muito obrigado.

(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz)





Ano Novo

O ano novo então, começa
E vem trazendo esperança
Recomeça-se a tal pressa
Vamos na busca à bonança

E buscaremos bons tempos
Com aspirações expressas
Estimulando os contentos
Com o monte de promessas

As promessas de melhoras
Em tantos campos de ação
Combatendo assim demoras
Pra ser bem feliz, então

Solta fogos de artifício
Bebe champanha e cerveja
Ao expôr claros indícios
Do ano bom que se deseja

Pois queremos na alegria
Bem-estar pra toda gente
Vai achar a estrela guia
E vai seguir, sorridente

No sorrir enquanto canta
Embalado, ao som do povo
Que sofre mas se levanta
Ao ver chegar o ano novo

António Celestino


Feliz Ano Novo

Quando seus olhos pousarem em mim,
Sentirei meu coração bater aflito.
Serão pancadas doces demais,
Para um menino quase perdido.
Ficarei besta que nem um cuitelo
Fazendo piruetas desconexas.
Direi palavras complexas,
Falarei sobre sexo e plexo.
Haveremos de voar bem alto,
Haveremos de batermos com a cabeça na lua
E de lá, gritaremos juntos:
- Somos dois em um.
E que todos nos ouçam.
Festejaremos em uma só voz,
Como se fôssemos vaga-lumes cantores
A tripudiar o ódio e a preguiça.
Nessa noite, de raios refletidos,
Brilharemos eternamente.
Haveremos de nos dividirmos
Em dois,
Em mil,
Em mil vezes mil...
Dois mil.
FELIZ ANO NOVO!!!

Pedro Cardoso Machado

BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSS...£å£i



por £ä£¡






Paz
União
Alegrias
Esperança
Amor sucesso
Realizações luz
Respeito harmonia
Saúde solidariedade
Felicidade humildade
Confraternização pureza
Amizade sabedoria perdão
Igualdade liberdade boa sorte
Sinceridade estima fraternidade
Equilíbrio dignidade benevolência
Fé bondade paciência brandura força
Tenacidade prosperidade reconhecimento
||

||
Que a sua arvore de natal esteja repleta
de todos estes presentes!

NATAL DE AMOR

Ana Amélia Donádio


É Natal!
Tempo de reflexão.
Tempo de paz.
Tempo de festas.
Tempo de tirar as diferenças.
Tempo de estender a mão ao seu próximo.

Não esqueça
que sempre haverá alguém
a espera de uma palavra de carinho,
de conforto e de paz para o seu coração.
Também não se esqueça que existe muita gente
na completa solidão,
e sem natal.

Lembre-se do amigo que se encontra distante,
daquele parente só e abandonado.
Lembre-se das crianças que padecem
carentes nos orfanatos,
e dos velhinhos que,
à margem da sociedade,
renegados pelos próprios familiares,
anseiam por uma palavra de carinho,
por um gesto de tolerância.
Você não pode concertar as injustiças do mundo,
mas cada um de nós poderá contribuir
com o que tem de mais sagrado:
O AMOR.

Experimente fazer um Natal diferente!
Doe um pouquinho de si!
Realize algo novo!
Deixe a sua marca de carinho!
Você dará ao seu Natal um significado mais abrangente:
alguém ficará feliz com o seu gesto!
E você verá que o seu Natal será completo.

Feliz Natal!

http://www.casadopapainoel.blogger.com.br/



por £ä£¡







NOITE  MÁGICA

Por Débora Villela Petrin
   
   
     Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura.
     Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças de um passado esplendoroso, os objetos possuíam as marcas desse outrora, os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante.
     O senhor era um colhedor de trigo, o cultivo do mesmo era intenso na região. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as  flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela.
Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações... E também com a preocupação em  oferecer no Natal, pequenos presentes  as crianças da comunidade, mas  durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo... Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos.
     Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita. E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.
     Deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando...
Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade...
     O amor, o mais gracioso de todos os bens... O maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite Mágica.
 
 
Débora Villela Petrin



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O Conto de Natal do Mickey

(Charles Dickens)

Pobre Bob Cratchit! O Sr. Scrooge, seu patrão, de novo fez trabalhar até tarde, mesmo sendo véspera de Natal. Mas agora, finalmente, ele poderá ir para casa.
Feliz Natal! – disse ao patrão.
Natal, bah!- resmungou o sr. Scrooge. – Não se esqueça de levar minha roupa suja para lavar!
Bob carregou a pesada trouxa de roupas pelas ruas cobertas de neve. Num dado momento, parou para descansar. Aí se lembrou de sua família, que o esperava, e prosseguiu.
Papai chegou! – gritou o pequeno Tim quando Bob entrou em casa.
O jantar está quase pronto – disse a sr. Cratchit com um suspiro. – Bem que o sr. Scrooge poderia dar um aumento... Ele tem tanto dinheiro!
Mas o sr. Scrooge sempre relutava muito em se desfazer de seu precioso dinheiro. Nessa noite, como hábito, ele ficou até mais tarde no escritório para contar suas moedas de ouro.
Seu sobrinho, Fred, foi vê- lo.


Trouxe um enfeite natalino para o senhor, tio – disse ele.  – Venha cear conosco amanhã. Teremos ganso assado, e a sobremesa será pudim de ameixa e...
-Você sabe que eu não como essas porcarias! – gritou o sr. Scrooge.
- Por favor, uma esmola para os pobres pediu-lhe um homem na rua.
- Dê isto aos pobres! – respondeu, zangado, o sr. Scrooge, enfeitando o enfeite na cabeça do homem.
-Bah! Toda essa movimentação natalina não passa de uma grande tapeação! – resmungou o sr. Scrooge.
Ele se lembrou de seu falecido sócio, Jacob Marley, e disse:
-Marley nunca deu nada a ninguém!Ele, sim, sabia das coisas.
Em casa, o sr. Scrooge acomodou-se em sua poltrona favorita. Estava quase pegando no sono quando...
CLENQUE, CLENQUE, CLENQUE!
Num sobressalto, o  sr. Scrooge  sentou –se.
O fantasma de Jacob Marley aproximou-se dele e disse:
-Eu era homem egoísta. Por isso, sou forçado a arrastar essas correntes por toda a eternidade. E o mesmo acontecera com você, Scrooge.
-Esta noite, três espíritos visitarão você – avisou o fantasma. –Escute o que eles têm a lhe dizer.
O fantasma desapareceu. O sr Scrooge desconfiado, balançou a cabeça.
-Ando trabalhando demais e preciso descansar.
Imagine só, pensei ter visto o velho Marley! -disse baixinho.
O alarme do despertador soou logo que ele adormeceu. Abriu os olhos e viu uma curiosa criatura sobre o criado-mudo.
- Eu sou o Fantasma dos Natais Passados disse ela.
O fantasma estendeu-lhe a mão e disse:
Vou levar você para ver um Natal muito antigo...
O sr. Scrooge e o fantasma saíram voando pelo céu noturnoe chegaram a uma alegre casa, onde se ouviam vozes animadas e musica. O sr. Scrooge   espiou pela janela.
-Ora, aquele sou eu mais jovem!-espantou-se ele.-Lá esta o velho Fezziwig. Ele foi o primeiro patrão que eu tive. E lá esta minha adorável Isabel.


-Você era feliz, Scrooge,e tinha bom coração-disse o fantasma. – Mas tornou-se um homem ambicioso e perdeu todos os seus amigos, até mesmo Isabel.
O sr. Scrooge afastou-se da janela.
- Não quero ver mais nada. Por favor, Espírito, leve-me para casa!
Trim, trim! O alarme do despertador soou novamente.
- Devo estar sonhando – murmurou o sr. Scrooge.
- Fé, fi, fó, fum! – trovejou uma voz. Era um gigante sentado na cadeira do sr. Scrooge rodeado por um magnífico banquete.
-O que significa isso? – perguntou o sr. Scrooge.
-É o alimento da generosidade. Mas você nunca quis saber disso – respondeu o gigante, apresentando-se: - Sou o Fantasma do Natal Presente. Venha comigo. Eu lhe mostrarei o que está acontecendo esta noite.
O sr. Scrooge espiou pela janela de vidro trincado de uma casinha humilde.


-São os Cratchit! – exclamou. – Que refeição mais pobre! Por que não comem o alimento do caldeirão?
- Aquilo não é comida. È a sua roupa que está sendo fervida para ficar mais limpa – esclareceu o gigante.
- O que há de errado com o menino? – quis saber o sr. Scrooger.
- O pequeno Tim está muito doente. Precisa alimentar –se melhor para ficar forte e sarar – disse o gigante. – Aumente o salário de Bob Cratchit, para que ele possa comprar comida para sua família....
A voz do gigante foi sumindo e ele desapareceu.
De súbito, o sr. Scrooge se viu envolto em nuvens de fumaça escura.
- Sou o Fantasma dos Natais Futuros- disse uma voz atrás dele.


O sr. Scrooge virou-se e perguntou:
- De quem é este túmulo solitário?
- De um homem muito rico – respondeu o fantasma. – Um homem tão egoísta e antipático que não tinha nenhum amigo.
O sr. Scrooge leu o nome gravado na laje da sepultura:
- “Ebenezer Scrooge”. Mas...é o meu túmulo!
- Isso mesmo- confirmou o fantasma.
- Não quero morrer sozinho!- gritou o sr. Scrooge. – Eu vou me regenerar!
- Eu vou me...
O sr. Scrooge abriu os olhos e viu que se achava em sua casa. Estava vivo e ainda tinha chance de corrigir seu erro.  
- Já é Natal! – exclamou, correndo para rua.


O sr. Scrooge foi então dar dinheiro aos homens que estavam recolhendo doações para os pobres.
- Olá, Fred- saudou ele ao ver o sobrinho. – Seu convite para a ceia ainda está de pé?
_ Claro, tio.
- Ótimo! Eu o verei mais tarde.
- Há algo que preciso fazer agora.
Pouco depois, o sr. Scrooge bateu a porta de Bob Crachit.
- Feliz Natal! – disse. – Trouxe uma coisa para você.
- M- Mais roupa para lavar, senhor?- gaguejou Bob.
- Não diga tolices! – replicou o sr. Scrooge, rindo. O pequeno Tim abriu o saco que ele havia trazido e gritou:
- Olhe, papai! Brinquedos!


- Os amigos valem mais que todo o ouro do mundo – declarou o sr. Scrooge. – DE hoje em diante, Cratchit, você e sua família não passarão mais necessidade. Feliz Natal, meus amigos!
- E que Deus abençoe todos nós! – completou o pequeno Tim.

  



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O verdadeiro significado do natal está muito além dos pinheiros adornados, das nozes e castanhas; da mesa farta da ceia; dos presentes, e da figura do bom velhinho. Ele começa com a história de um Menino muito humilde; nascido em um vilarejo pobre; num berço improvisado; pretinho  como a maioria das crianças do morro; perseguido por um rei tirano – que tinha muito medo de perder seu trono por causa de alguém que acabara de vir ao mundo –, e filho de um carpinteiro. Um Menino que durante sua mocidade pregaria para as pessoas o verdadeiro sentido do amor e da igualdade. Um Menino, que ao se calar, falaria mais alto que as suas próprias palavras. Um Menino que seria levado ao banco dos réus pelo simples delito de pregar a certeza de dias melhores para um povo sofrido. Um Menino que seria rejeitado pela sua própria gente. Um Menino traído pela inveja humana. Um Menino assassinado injustamente. Mas um Menino que ressuscitou ao terceiro dia e que provou, que para herdarmos as confortáveis moradas de seu Pai, precisaríamos resgatar o nosso lado criança, há muito esquecido em nosso eu...

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NATAL AFRICANO

Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz... Mas é Natal.
Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.
Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.
Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.

Cabral do Nascimento
Obra Poética
Porto, Edições Asa, 2003

...Que a Paz, o Amor e a Boa Vontade, invada os corações de nossos governantes...



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